Por muito tempo, ouvimos que dança era hobby. Que era talento, dom, vocação. Tudo menos profissão.
Isso mudou. Após quase dez anos de luta e tramitação, foi aprovado o projeto de lei que regulamenta oficialmente a profissão de dançarino no Brasil.
Direitos trabalhistas, reconhecimento legal, proteção autoral. Uma conquista que chegou tarde, mas chegou com força.
E ela chegou porque muita gente não parou de dançar mesmo quando o sistema insistia em não enxergar isso como trabalho.
Hoje, 29 de abril, Dia Internacional da Dança, a gente celebra a arte. Mas celebra também a luta. O professor que reorganizou a vida inteira em torno das aulas. O bailarino que fez da disciplina um estilo de existir. A escola que sustentou uma comunidade mesmo nos anos mais difíceis.
Reconhecimento oficial é importante. Mas o reconhecimento que mais importa começa aqui, no dia a dia, na valorização de quem ensina, de quem se apresenta e de quem escolhe a dança como caminho.


